Dois monstrengos e uma aberração

Ao entrar no cinema e deparar com as poltronas quase todas cheias - tá certo, a maioria é de garotos adolescentes, dá para pensar que está para iniciar um grande filme de ficção científica que mostra o embate entre dois dos principais alienígenas da história do cinema. Mas bastam os primeiros cinco minutos para ver que Alien x Predador 2 não passa de uma produção rica em sangue, gosma verde, urros dos ETs e absurdos até mesmo para quem é fã do gênero.

O primeiro Alien x Predador já dava mostras de uma falta tremenda de objetividade dos diretores, produtores e, até mesmo, do elenco do filme. Nessa seqüência, eles se superaram! O filme é de um mal gosto tremendo. Um roteiro mal elaborado. Uma história sem pé nem cabeça. E o que é mais incrível, faz você torcer pelo Predador! Sinceramente, foram poucas as vezes que eu senti a vontade de sair da sala de cinema no meio de um filme, para ser mais exato, foram três ocasiões: em O Apanhador de Sonhos e As Crônicas de Nárnia. Mas isso é assunto para outro post.

A primeira meia hora, sentado e vendo os primeiros esguichos de sangue verde dos monstrengos, o espectador já começa a desistir até de comer o pacote de pipocas. Escatologia extra-terrena! Talvez os irmãos Strause , que estréiam como diretores, não devam ter conversado muito antes de resolverem ressuscitar as duas criaturas estelares. A impressão que dá é de que o filme não acaba nunca e que na terra só vai sobrar os dois monstros berrando um para o outro. Nem mesmo os atores conseguem salvar a pele do filme, tanto que o principal nome é o de Reiko Aylesworth, que ficou mais famosa ao participar de duas temporadas da série 24 horas.

Pois bem, Alien x Predador é daqueles filmes que você nunca vai esquecer, de tão ruim, e também nunca mais vai querer vê-lo. É daqueles filmes que nem deveriam ter sido feitos. Se bem, que pela quantidade de gente que tem pago para assistir a produção, é bem provável que surja mais e mais filhotes de Aliens e Predadores querendo matá-los.

Surge mais uma Lenda?

Avaliação:  (ótimo)

 

Entrou em cartaz na última semana o filme Eu sou a Lenda (I Am Legend), estrelado pelo maior nome em ascensão no cinema atualmente Will Smith. O filme mostra a terra devastada por um vírus mutante que matou grande parte da população mundial e o restante foi transformada em seres vampíricos. Will Smith faz o papel de Robert Neville, um militar e cientista que sobrevive ao vírus e vive sozinho com seu cão numa Nova Iorque fantasma. Sua luta é tripla. Precisa se proteger dos seres vampíricos, que só atacam a noite, procurar a cura para o vírus e enfrentar a solidão.

 

O filme é intenso, forte, ativo e expetacularmente bem feito, graças a um roteiro bem adaptado do livro homônimo, de Richard Matheson, e a direção impecável de Francis Lawrence, que já havia mostrado muita competência por Constantine, lançado em 2005. Mas o ponto alto de Eu sou a Lenda é, sem dúvida, a brilhante atuação de Will Smith, que surpreendera o público em A procura da Felicidade, e agora confirma o que muitos já achavam: está surgindo um grande ator capaz de ocupar o lugar ainda ocupado pelo premiado Tom Hanks.

 

Robert Neville parece exigir muito de Will, que precisa alternar cenas complexas de ação, terror, suspense e drama. E em todas as diferentes cenas, o ator convence e muito. O ator mostra um vigor impressionante e sem precisar forçar com músculos truculentos, frases de efeitos e artimanhas pra lá de fantasiosas. É um ser humano comum tentando sobrevir num mundo inimaginável. Um Will Smith maduro e convincente.

 

Eu sou a Lenda é um belo filme, rico em detalhes e que, mesmo sendo uma ficção científica, respeita a inteligência do espectador. Já os primeiros 30 minutos mostram que o filme promete e cumpre. A história também ganha muito com os flashs de memória de Robert Neville, mostrando o que provocou a devastação humana. Por tudo isso, Eu sou a Lenda é um dos grandes filmes da temporada e alça o nome de Will Smith ao status de um dos grandes atores da atualidade, sem dúvidas.

 

Ahhh, e se você pensava que eu não iria comentar sobre a nossa Alice Braga, estava muito enganado. Não bastassem todas as coisas boas que vemos no decorrer do filme, nos últimos trinta minutos somos brindados com a primeira e bela participação da brasileira, que interpreta Ana, outra sobrevivente do vírus. A atriz, que apareceu em Cidade de Deus e depois arrebentou em Cidade Baixa, parece caminhar para brilhar também em Hollywood. Parabéns para Alice Braga.

De volta a ativa

Amigos, após um longo período de férias, o Claquette está de volta.

Acompanhe aqui notícias, informações em geral, fotos, trailers e avaliação das novidades cinematográficas.

Sejam todos bem vindos.

Grande Abraço

Renato

Quem gostaria de ser Homem-Aranha?

O que faz de o Homem-Aranha ser o sucesso que é?

Em sua terceira aventura, o super-herói aracnídeo bate recorde atrás de recorde e vai se tornando o principal mocinho do cinema mundial de todos os tempos. Mas o que leva a série a atrair tanto publico e causar tanto furor?

Muita gente vai dizer que é porque ele é mais humano que os outros heróis, tem mais sentimentos, é mais engraçado etc. Eu digo que é porque ele sofre mais. Assim como nós ele enfrenta desamores, solidão, dificuldades financeiras e tudo o que nós, pobres mortais enfrentamos em nosso dia-a-dia. É essa semelhança que nos faz amar tanto o “Amigo da Vizinhança”.

Assistindo a Homem-Aranha 3, essa adoração torna-se ainda maior. O filme carrega na sensibilidade do personagem que se encontra em diversas encruzilhadas sentimentais. O filme cumpre o prometido pelas expectativas criadas e diverte o publico. Até nos momentos mais sérios, o filme agrada. Sam Raimi soube dosar bem a humanização e a ficção dos personagens.

Os atores também brilham. Tobey Maguire (Peter Parker), Kirsten Dunst (Mary Jane) e James Franco (Harry Osborn) estão cada vez melhores e incorporam brilhantemente sues personagens.

Outro destaque do filme é o apreço da direção com os aspectos técnicos em termos de imagens, som e efeitos visuais. Cada vez mais aprimorados. Os vilões Homem-de-Areia e Venon surpreendem pelo visual.

Ao final do terceiro filme da série, fica a vontade de termos mais e mais continuações e a vontade de um dia ser igual o Homem-Aranha. Sofrer, sofrer e vencer sempre no final.

Boas Novas

Gente, faz um tempinho que não escrevo, mas estou de volta e vou publicar hoje uma série de curtas notas que estão esquentando o mercado cinematográfico no mundo. Fiquem ligados no que vem por aí!

 

O Incrível Norton!

A Marvel Studios acaba de divulgar a contratação do grande Edward Norton (Uma outra história americana, 24th Hours, O Dragão Vermelho) para interpretar o cientista Bruce Banner, na nova saga do monstrengo verde Hulk, em O Incrível Hulck, com lançamento previsto para 13 de junho de 2008.

O filme será uma continuidade da adaptação de 2003, que teve Eric Bana no papel do herói verdusgo.

 

Tintin na telona 

A Dreamworks fechou contrato com a Hergé Studios para produzir uma série para o cinema do famoso personagem Tintin. Para quem não se lembra, Tintin, um repórter investigativo metido a detetive, foi exibido no Brasil pela TV Cultura.

O responsável pelo projeto será Steven Spielberg, que ainda não decidiu se a série será feita em animação ou com atores reais. De qualquer forma é uma grande proposta de homenagear um doa maiores desenhistas (Hergé) do mundo e sua criação. 

 

O Hobbit ainda indefinido

A novela envolvendo a produção de O Hobbit, obra que precede a trilogia de O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien, parece não ter fim. Enquanto a New Line Cinema diz que irá produzir o filme sem a direção de Peter Jackson (em litígio com o estúdio americano), o administrador da Tolkien Enterprises (que detém os direitos autorais do autor inglês), Saul Zaentz, garante que o filme será dirigido pelo neozelandês, que já dirigiu a trilogia da saga do Anel do Poder.

A New Line acena com a possibilidade de entregar a direção de O Hobbit para Sam Raimi (Homem-Aranha). Do outro lado, os atores que fizeram O Senhor dos Anéis se unem em torno do nome do Peter Jackson.

 

A volta do grande aventureiro

Em entrevista ao jornal USA Today, George Lucas deu detalhes da produção de Indiana Jones 4. Segundo o produtor, as filmagens começam no dia 18 de junho, em Los Angeles e depois irá percorrer locações secretas mundo afora. Harrison Ford volta a interpretar o herói aventureiro, ao lado de Cate Blanchet (Babel, O Senhor dos Anéis), Shia LaBeouf (Constantine) e Ray Winstone (Os Infiltrados, Rei Arthur). Sir Sean Connery ainda não foi confirmado no filme como o pai de Indiana.

George Lucas disse que em novembro serão divulgados o primeiro trailer teaser e o nome do filme, mas já se especula que o quarto filme da série terá como nome, Indiana Jones e a Cidade dos Deuses.
Batalhas!

O site da CNN divulgou listas com as melhores e piores cenas de combate de toda a história do cinema. Algumas curiosidades podem ser notadas, como o fato de O Senhor dos Anéis ter tido cenas incluídas nas duas listas. Pra mim podiam ser incluídas na lista das melhores, as cenas das batalhas de bigas de Ben-Hur. Mas achei super válida as escolhas feitas por jornalistas e críticos de cinema no site de rede americana de TV. Vocês podem concordar ou discordar. Até dar novas sugestões de cenas.

Robert Duvall em Apocalypse Now.

AS MELHORES

 

1 - "Apocalypse Now", Francis Ford Coppola, 1979: "Adoro o cheiro de napalm pela manhã. Tem o cheiro da vitória", diz o ensandecido personagem de Robert Duvall depois do ataque ao som de "As Valquírias", de Wagner, saindo dos megafones presos nos helicópteros que atacaram uma aldeia vietnamita. Já no chão, ele pede que a aviação varra a floresta com napalm para queimar os vietcongs. "Nenhum momento cinematográfico captura melhor a estupidez, os absurdos e a tragédia humana da Guerra do Vietnã", diz a "CNN".

 

2 - "O resgate do soldado Ryan", Steven Spielberg, 1998:A cena inicial é a do fatídico Dia D (6 de junho de 1944), dia do desembarque das tropas aliadas na Normandia. São 25 minutos de horror, sangue, mutilações, desespero, caos, morte e destruição. A câmera, sob o ponto de vista do capitão John Miller (Tom Hanks), é tão caótica quanto a cena. Fica no plano do soldado que se arrasta, com balas passando em todas as direções, caindo junto com os soldados e até mostrando respingos de sangue na lente. É de um realismo incrível.

 

3 - "Senhor dos anéis - As duas torres", Peter Jackson, 2002:É a A batalha do Abismo de Helm. O gigantesco exército de Saruman com os orcs Uruk-Hai e a inevitável ruptura do forte conseguem dar à batalha um nível de realidade impressionante, não devendo em nada a um filme de guerra.

 

4 - "Senhor dos anéis - O retorno do rei", Peter Jackson, 2003: Agora é o conflito nos Campos de Pelennor, numa escala muito maior que a batalha de Helm. As cenas são desesperadoras, graças à trilha sonora de Howard Shore e à câmera ágil de Peter Jackson, que inclui diversas tomadas aéreas que revelam centenas de milhares de combatentes em ambos os lados da guerra. É considerado o melhor momento do filme.

 

5 - "Uma ponte longe demais", Richard Attenborough, 1977: A cena da chegada das Tropas Aliadas na ponte de Arnhem. Foram milhares de pára-quedistas descendo até as linhas inimigas, na Holanda. Richard Attenborough dirige um elenco estrelar nessa cena, que inclui Anthony Hopkins, Laurence Olivier, Sean Connery, Dirk Bogarde, Ryan O'Neal e Robert Redford.

Batalhas!

Continuação.

6 - "Tora! Tora! Tora!", Richard Fleischer, Kinji Fukasaku, Toshio Masuda, 1970: Há dois bons filmes sobre o ataque a Pearl Harbor e nenhum deles se chama "Pearl Harbor". Se "A um passo da eternidade" conseguiu brilhantemente mostrar o drama humano do acontecimento, "Tora! Tora! Tora!" captura a audaciosa invasão-surpresa dos japoneses à base naval americana. Extremamente caro para a época (custou estimados US$ 25 milhões) e com três diretores, um americano e dois japoneses, o filme foi produzido realmente em escala épica.

 

7 - "Zulu", Cy Endfield, 1964:O retrato da batalha de Rourke's Drift de 1879 provou-se influente, inspirando a encenação de Peter Jackson para a batalha de Helm, em "O Senhor dos Anéis - As duas torres" e ecoou em "Tropas estelares", de Paul Verhoeven. Você ainda pode sentir o frio na boca do estômago quando vê uma grande onda de soldados Zulu correndo na direção de 150 soldados britânicos.

 

8 - "Tropas estelares", Paul Verhoeven, 1997:Batalha de Klendathu e batalha no Planeta P. Na sangrenta luta com os insetos gigantes de Klendathu vemos 100 mil soldados serem picados, rasgados e espremidos até a morte em uma hora. Depois, nós acompanhamos a tropa do durão Rico no Planeta P, onde sua infantaria pobremente equipada é mandada como isca para milhares de aracnídeos. Mas são realmente os insetos os verdadeiros vilões? Ótimo e esperto filme B de ação.

 

9 - "Coração valente", Mel Gibson, 1995: A batalha de Stirling. Um Mel Gibson pintado de azul interpreta o rebelde escocês William Wallace e tenta com nobreza pôr um fim no domínio da brutal Inglaterra. Sua vitória na Batalha de Stirling é dificilmente um modelo de precisão histórica, mas muito legal e divertida. Apesar de tudo, as provocações zombeteiras de Gibson poderiam ter lhe dado um Oscar por batalha mais bem-humorada, se o prêmio existisse.

 

10 - "Gladiador", Ridley Scott, 2000: Batalha da Germânia. Clássico caos na eletrizante batalha de abertura, com os romanos se lançando em uma luta enlameada contra os cabeludos e apavorantes bárbaros. Russell Crowe reviveu com propriedade os filmes épicos de espada-e-sandálias.

 

Batalhas!

OS PIORES

 

1 - "Guerra nas estrelas: O retorno deJedi", Richard Marquand, 1983:Todo o poderio do império com gigantescos paquidermes metálicos dotados de canhões de raios, milhares de soldados, tropas e blindados são derrotados por um bando de criaturas minúsculas armadas com pedras e estilingues. Fala sério.

 

2 - "Guerra nas estrelas: a ameaça fantasma", George Lucas, 1999:Uma multidão de dróides de guerra contra um exército muito menor, um mundo submarino de criaturas esquisitas com um sotaque que mistura o Harlem com Trenchtown. Quem se importa? Um sith hiper treinado morre e o hiper mala Jar Jar Binks sobrevive. Não há justiça no universo.

 

3 - "Rei Arthur - A Batalha da Colina Badon", Antoine Fuqua, 2004: Esta lamacenta e sangrenta produção não serve nem para os mais crédulos fãs de Jerry Bruckheimer. Uma mal humorada Keira Knightley numa roupa ridícula com duas tiras que lhe apertam os seios inexistentes combatendo guerreiros saxões no meio do inverno? Dá um tempo.

 

4 - "O senhor dos anéis - O retorno do rei", Peter Jackson 2003:Toda a sangrenta resistência dos homens de Gondor e os feitos de Rohirrim no campo de batalha perdem o sentido quando o exército de guerreiros mortos chega e passa o rodo nos inimigos em minutos. Eles não podiam ter chegado mais cedo? Truque barato.

 

5 - "Duna - Batalha de Arrakis", David Lynch 1984:O que pode ser mais ridículo do que Kyle Maclachlan montado numa imensa mangueira de aspirador de pó em formato de verme de areia na batalha dos Fremen contra os guerreiros de Sardaukar? Esta produção tão ruim que quase fica boa teve a pretensão de ser uma nova ''Guerra nas Estrelas''. E as caretas de Sting como vilão não ajudaram nem um pouco.

 

6 - "Pearl Harbor - Ataque a Pearl Harbor", Michael Bay, 2001": Esta extravagância distendida transforma a tragédia de Pearl Harbor num triângulo amoroso construído com os clichês mais gastos de uma Hollywood que ganha bem mais do que merece. E o que é pior: Ben Affleck sobrevive.

Música para ouvir e ver

Hoje vou falar um pouco de um filme que está em cartaz e não é “o filme”, mas segue uma fórmula que funciona bem, em se tratando de comédia romântica.

Letra e Música (Music and Lyrics), dirigido por Marc Lawrence (Miss Simpatia e Miss Simpatia 2), traz Hugh Grant no auge de seus 46 anos, como um músico dos anos 80 decadente e sem trabalho.

De tanto penar e fazer pequenas apresentações, Alex Fletcher (Hugh Grant) enfim tem a grande oportunidade da virada, escrever uma canção para a principal artista pop do momento, Cora Corman (Haley Bennett), uma sátira descarada de Shakira.

Só que há um pequeno problema, Alex nunca escreveu uma letra de música, somente melodias. É nessa que entra Sophie Fisher (Drew Barrymore), um mistura de jardineira e aspirante a escritora, completamente pirada, mas que acaba se envolvendo com Hugh.

O filme é bem divertido e faz com que quase não se sinta passar seus 104 minutos. Para quem sente saudades da cultura pop dos anos 80, o filme agrada mais ainda, desde o início, quando aparece um clipe da banda fictícia POP.

Hugh Grant e Drew parecem ter nascidos especificamente para esse gênero de filme, de tão perfeitas que são suas interpretações.

Letra e Música é uma dura crítica na banalização da música pop da atualidade e faz uma declaração velada e salvamento dos grandes artistas dos anos 80.

É um filme que vale assistir como forma de matar saudades, dar umas boas risadas, se apaixonar e esquecer um pouco da nossa violência com uma dose de música, amor e Hugh Grant!

Abraços

Renato

 

Santoro do Brasil!!

Amigos, eu me lembro muito bem de quando assisti pela primeira vez à Bicho de Sete Cabeças, a surpresa que foi ver aquele ator novato, que já havia aparecido algumas vezes na TV, mas que mostrava ser mais do que aparentava, com uma atuação brilhante e comovente.

Mais tarde, Rodrigo Santoro confirmou seu talento com Abril Despedaçado e mostrou que por trás daquele jeito de modelo metido ator, tinha um artista impecável e que nasceu para chamar a atenção do público.

Depois de se tornar astro no Brasil, descobriu-se que seu talento era grande de mais para continuar somente aqui. E foi Santoro em busca de trabalho q fama na terra do cinema mundial.

Quietinho, literalmente, nosso ator foi fazendo um trabalho aqui e ali e conquistando a confiança e admiração de atores gringos e diretores. Tanto que foi comparado pelos produtores do seriado Lost (no qual interpreta Paulo nesta terceira temporada), Damon Lindelof e Carlton Cuse, aos grandes Russell Crowe e George Clooney.

O ano de 2007 parece ser o da guinada definitiva de sua carreira. Faz parte do elenco de um dos seriados mais famosos dos últimos anos e está preste a estrear a mega-produção 300, dirigido por Zack Snyder (Madrugada dos Mortos) e baseado na história em quadrinhos de Frank Miller (criador de Batman, Sin City etc). No filme, Santoro interpreta Xerxes, o imperador Persa que comanda uma invasão à Grécia e tenta acabar com o exército de 300 soldados espartando.

A produção é uma das mais aguardadas do ano e coloca Santoro em destaque. Ponto para o ator brasileiro.

E não pára por aí. Rodrigo se prepara para cravar um punhal no coração dos argentinos. Santoro, um brasileiro, está escalado para interpretar Carlos Gardel, o grande cantor “argentino” de tango, em Dare to Love Me, onde terá a companhia da grande musa Shakira.

Com talento e profissionalismo de sobra, Rodrigo Santoro caminha para se tornar o grande nome brasileiro na história de Hollywood. Até mesmo se comparado a Sônia Braga. É esperar para ver.

Eddie Murphy em dose dupla

Eddie Murphy é um dos pouquíssimos atores remanescentes dos anos 80 e da moda de filmes, puramente, de ação, que conseguiram se manter na lista dos mais bem pagos de Hollywood até os dias de hoje.

Vejamos alguns exemplos.

Stallone teve que tirar dinheiro do bolso e penar para conseguir aprovar seus projetos de reviver os dois principais personagens de sua carreira: Rocky e Rambo.

Outro fortão, Arnold Schwazenegger, abanou a carreira artística e se bandiou para a política.

Mel Gibson virou diretor, conseguiu uma certa fama como tal e tem se destacado mais do que em sua época de ator.

Harrison Ford, ex-Indiana Jones, há tempos não faz um trabalho digno de registro.

Esses são só alguns exemplos de um universo de brilho seguido de ostracismo.

É nesse universo que Eddie Murphy tem se destacado. Tanto, que hoje ele está em cartaz nos cinemas em dois filmes diferentes, simultaneamente, e em com papéis completamente opostos.

Em Norbit, Murphy segue a mesma linha do remake de O Professor Aloprado, onde interpreta diferentes personagens no mesmo filme, fazendo graça com piadas, que muitas vezes não colam, mas que no geral consegue divertir de alguma forma.

Em Dreamgirls, num papel secundário e interpretando um astro da Soul Music, o astro surpreende e rouba a cena, quando o destaque deveria ser as protagonistas, que integram o grupo de cantoras que dá nome ao filme. O destaque de Murphy é tamanho, que pela primeira vez em sua carreira, recebeu uma indicação ao Oscar, de Melhor Ator Coadjuvante.

Eddie Murphy, me chama a atenção pela capacidade de se reinventar e conseguir personificar muito bem seus personagens, mesmo que ele tenha a marca registrada do policial Axel Foley, da série Um Tira da Pesada.

Acredito em seu potencial como ator e acho que não é por um acaso ele estar na lista das grandes estrelas do passado que ainda brilham no presente e têm tudo para continuar a brilhar no futuro do cinema.

Abraços

Renato 

 

Fantasma que não assusta!

Gente, quem ainda não foi assistir a Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider) não está perdendo nada. O filme é muito fraco, sem pé nem cabeça e consegue fazer com a gente sinta saudades das cenas de ação do Schwazenegger e seu Exterminador.

Confesso que nunca fui leitor das HQ de Motoqueiro Fantasma, mas eu esperava mais.

O diretor Mark Steven Johnson conseguiu a façanha de dirigir um filme tão fraco quanto Elektra, dirigido por ele em 2005.

Nem mesmo Nicolas Cage (Johnny Blaze / Ghost Rider) e Eva Mendes (Roxanne Simpson) salvam a cara do filme. Mesmo que Motoqueiro Fantasma tenha se tornado sucesso de bilheteria tanto aqui no Brasil como nos EUA, onde arrecadou mais de US$ 94 milhões.

Seguindo uma certa mistura de Constantine e Easy Rider, Motoqueiro Fantasma confunde a cabeça do espectador, que sai se perguntando como poderia existir um Motoqueiro Fantasma no Velho Oeste, se nem existia motocicletas. O pior é que na história a lenda acontece durante a Corrida do Ouro e há um Motoqueiro Fantasma montado em um cavalo. O que sooa pra lá de esquisito.

Mas o filme tem seu lado positivo. Os efeitos visuais aplicados nas transformações de Johnny Blaze em Motoqueiro Fantasma, são muito bem feitos e mostram que a produção teve uma certa preocupação em chamar a atenção do público.

Mas o que parece, é que Cage terá que rodar muito para conseguir convencer o público de que uma continuação de Motoqueiro Fantasma possa render aplausos e elogios.

Renato

 

Joel Schumacher e Jim Carrey juntos!

O grande diretor Joel Schumacher (Por um Fio, 8MM, Em má companhia etc) está de volta e com todo o gás.

Estreou no último dia 23 nos EUA, o filme The Number 23, que tem em seu papel principal o camaleônico Jim Carrey, que estava sumido desde As Aventuras de Dick & Jane, comédia inspirada no caso da empresa Eron. O mais curioso é que após se consolidar em papéis de humor e deboche, e até mesmo conseguido surpreender nos papéis dramaticos em Show de Truman, Cine Majestic e Brilho Eterno de uma mente sem lembranças, Jim Carrey encara um suspense daqueles que promete muitos sustos. Há ainda a presença de Virginia Madsen, que interpreta Agatha Sparrow.

The Number 23, que estréia no próximo dia 23 de Março no Brasil, parece ter agradado o público americano, tanto que em duas semanas já ocupa a quinta colocação nas bilheterias de todo o país.

Joel Schumacher é um diretor que costuma trazer muitas novidades e desta vez surpreendeu na escolha do protagonista. Mas sempre procura prender a atenção do público com filmes que possuem tramas muito bem idealizadas e construídas. Ele sabe tirar tudo o que pode de um roteiro que nem sempre chama a atenção. Só por isso já vale a pena a expectativa.

Quanto a Jim Carrey, confesso uma certa curiosidade em ver sua desenvoltura no papel de um alucinado e obcecado, só pelo trailler dá pra se ter uma idéia do que vem por aí (http://-trailers.blogspot.com/2006/11/number-23-2007-trailer.html). No filme, Jim Carrey é Walter Sparrow, um homem que se deixa influenciar pela história de um livro que ele acha ser sua própria vida. Só que a história do livro é pra lá de macabra e não termina nada bem, sendo que no meio disso tudo surge algo relacionado ao número 23, que é a chave de todo o mistério.

Acredito muito no potencial desse filme, pois reúne duas figuras que sou muito fã, tanto Joel Schumacher, quanto Jim Carrey. Fica a sugestão!!

Renato

 

Lutador Sexagenário

Muitos torcem o nariz, outros abominam só de ouvir o nome, mas a verdade é que o filme Rocky Balboa (Rocky Balboa) é uma ótima opção para aqueles que querem refletir sobre a dificuldade que é para as pessoas pararem de fazer o que sempre amaram e souberam fazer.

O filme mostra um Stalone acabado fisicamente, na faixa dos cinqüenta anos, mas que ainda tem fôlego suficiente para se atracar com um brutamontes de vinte e poucos anos apenas para provar para si mesmo que ele sempre foi e sempre será Rocky Balboa, um ídolo mundial.

Eu me lembro bem de todos os filmes anteriores da série, mas sem dúvidas, esse é o melhor de todos. Não bastasse a expectativa de levar uns bons sopapos, Rocky ainda tenta administrar o fato de ter ficado viúvo de Adrian(Talia Shire) e a conturbada relação com seu filho Rocky Jr. (Milo Ventimiglia). Rocky Balboa é um drama bem amarrado, que comove e surpreende pela qualidade.

Destaque também para o veterano Burt Young novamente na pele do ranzinza Paulie, cunhado de Rocky. E para Antonio Tarver, que interpreta o campeão mundial  Mason 'The Line' Dixon, e que na vida real também é lutador e foi pinçado do reality The Contender. 

O roteiro do filme foi bem construído para atingir em cheio o ego e os corações do público. Por isso Stallone merece os parabéns, e pela direção também, Já a atuação, aí é querer demais. Mas por mais que as pessoas tenham um certo preconceito com o fortão, Rocky Balboa é um belo filme e que mostra claramente as dificuldades da aposentadoria, até mesmo para grandes heróis nacionais.

Abraços

Renato 

Abrindo os trabalhos

Olá, esse será um espaço para se falar da sétima arte com muito debate sobre o que está sendo feito pelo cinema no mundo.

Ele também estará aberto para quem quiser escrever. Basta me enviar um texto falando sobre cinema ou determinado filme, que será publicado.

Sejam Bem vindos!

Abraços

Renato

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BRASIL, Sudeste, VOLTA REDONDA, Homem, de 26 a 35 anos